sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vale pode investir US$4 bi em expansão de mina em SE

SÃO PAULO (Reuters) - A Vale poderá investir 4 bilhões de dólares para expandir a mina de potássio em Sergipe se chegar a acordo com a Petrobras para renovar os direitos de exploração da área, afirmou nesta sexta-feira o presidente-executivo da Vale Fertilizantes, Mário Barbosa.

As duas gigantes, que também atuam juntas em alguns blocos petrolíferos no país, negociam há anos um acordo sobre a extensão do arrendamento pela Vale de concessões que a Petrobras tem em Sergipe desde as décadas de 1960/1970 em minas de silvinita e carnalita, minérios que contêm sais de potássio.

"A gente acredita que até setembro tenhamos uma solução para o assunto da carnalita: arrenda, não arrenda, o prazo, etc. Não que tenha assinado algum papel. Estamos convesando com a Petrobras", disse Barbosa a jornalistas.

Segundo o executivo, após fechar o acordo a Vale levaria cerca de quatro anos para aumentar a capacidade de produção das atuais 700 mil toneladas para 2,4 milhões de toneladas por ano.

A primeira concessão negociada entre as duas companhias, em 1991, se referia a uma área onde se encontrava silvinita, Taquari-Vassouras, e que ainda tem vida útil de cinco a seis anos. Para expandir a produção de insumos para fertilizantes, uma preocupação do governo brasileiro, a Vale negocia também uma nova área no mesmo local, Carnalita, para explorar esse mineral.

Segundo Barbosa, quando as minas de Sergipe forem ampliadas e a produção da empresa na Argentina estiver a pleno vapor, a Vale será capaz de suprir até 40 por cento do demanda brasileira por potássio, que segundo o Instituto Brasileiro de Mineração é de 6 milhões de toneladas anuais. Atualmente, a mina de Sergipe é a única fonte de potássio no Brasil e abastece apenas 10 por cento do consumo nacional. O restante é importado.

(Reportagem de Roberto Samora)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Casino mantém posição contrária à fusão do Pão de Açúcar

O grupo francês Casino afirmou nesta terça-feira que a proposta de unir as operações do Carrefour no Brasil às do Pão de Açúcar é contrária aos interesses da varejista brasileira e dos acionistas. O conselho de administração do Casino, grupo que divide o controle do Pão de Açúcar com o empresário Abilio Diniz, também considerou que a estimativa de sinergias provenientes da fusão foram "fortemente superestimadas", com riscos de execução significativos.

Em reunião nesta terça-feira, o conselho votou de forma unânime contra a operação, apoiada por Diniz, que não participou da votação.

Diniz se reuniu com o conselho de administração do Casino nesta terça-feira, em Paris, quando reafirmou seu apoio à transação, segundo o grupo francês.

Entenda
O grupo francês Carrefour anunciou em 28 de junho ter recebido uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), do grupo Pão de Açúcar. A operação precisa ser aprovada pelos acionistas dentro dos próximos 60 dias. O BNDESPar e o BTG Pactual foram os parceiros escolhidos por Abílio Diniz para tentar concretizar a união, em uma complexa operação para não ferir acordo de acionistas.

Diniz e Pão de Açúcar estavam impedidos de negociar diretamente com o Carrefour sem o consentimento do grupo Casino, que detém 43% da rede brasileira, devido a cláusulas do acordo de acionistas firmado em 2006. De qualquer forma, a união entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil não sairá sem a aprovação do sócio francês. Pelos termos apresentados, a Gama e o BNDESPar formarão a Nova Pão de Açúcar (NPA). Após uma série de etapas, o Carrefour terá sua operação no Brasil incorporada pelo Pão de Açúcar.

A proposta envolvendo o Carrefour no Brasil surge depois que o Pão de Açúcar comprou nos últimos anos Ponto Frio e Casas Bahia, consolidando sua liderança no varejo do País. As duas aquisições ainda não passaram pelo crivo do órgão antitruste, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A proposta prevê que a aquisição das lojas do Carrefour no Brasil por meio da Gama, fundo de investimentos do BTG Pactual, vai ocorrer com investimento de 1,7 bilhão de euros do BNDESPar e de 300 milhões de euros pelo BTG Pactual, que também vai arcar com dívida de 500 milhões de euros da varejista francesa no Brasil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também estuda participar da sociedade, com cerca de R$ 4,5 bilhões.

Fonte: Reuters

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Impulsionado pelos temores com a Itália, dólar comercial registra forte alta

SÃO PAULO - O dólar comercial marca forte valorização de 0,89% nesta segunda-feira (11), cotado a R$ 1,5790 na venda. A moeda norte-americana é impulsionada pelos temores dos investidores com o atual cenário econômico e os investidores também repercutem as novas projeções para a economia e as medidas do Governo para o câmbio.

Com a variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra alta de 1,09% neste mês de julho, porém uma desvalorização de 5,23% desde o início do ano.

Os economistas do Bradesco destacam a elevação da aversão ao risco por conta do cenário externo, com o mercado apreensivo por conta do aumento do risco de contágio da crise fiscal europeia para a Itália, os indicadores mais recentes dos EUA e a inflação na China. “Este aumento na aversão ao risco deve contaminar o mercado doméstico, fazendo com que a bolsa brasileira opere mais um dia em queda e o real perca valor frente ao dólar”, afirmam.

Itália no foco
Os temores de que a crise fiscal na Europa atinja também a terceira maior economia da Zona do Euro impulsiona a aversão ao risco dos investidores nesta manhã. Foi convocada uma reunião de emergência nesta segunda-feira entre os principais líderes da União Europeia para o discutirem o tema.

O esforço de consolidação fiscal italiano lançado em 2010 vem encontrando dificuldades para ser implantado e o governo do premiê Silvio Berlusconi não vive seus melhores dias. O primeiro-ministro italiano trocou farpas com Giulio Tremonti, ministro da Economia, sobre a condução da política fiscal do país.

Por conta do aumento da aversão ao risco, a atratividade do Brasil perde força, fato que aumenta a demanda por dólares. Além do mais, nos mercados de câmbio do exterior, o euro registra forte queda de 1,11% na comparação com a divisa norte-americana, cotado a US$ 1,4057. Ao mesmo tempo, o dólar registra queda de 0,11% em relação ao iene, cotado a ¥ 80,44.

Brasil
Na cena doméstica, os investidores repercutem as novas projeções do relatório Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central. Os economistas ouvidos pela autoridade monetária agora têm expectativa que o ciclo de aperto monetário da economia seja mais extenso, com a taxa Selic fechando o 2011 a 12,75% ao ano.

Além disso, para o câmbio, a expectativa é que o dólar feche o mês de julho cotado a R$ 1,57 e no final do ano esteja valendo R$ 1,60. Na edição anterior do relatório, as projeções indicavam R$ 1,58 e R$ 1,60, respectivamente.

Por fim, os investidores também repercutem a nova medida do BC para o mercado de câmbio, divulgada na noite da última sexta-feira. Agora, as instituições financeiras deverão recolher a autoridade monetária compulsoriamente 60% sobre o valor da posição de câmbio vendida que exceder US$ 1 bilhão. Antes, esse limite era de US$ 3 bilhões.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ibovespa abre em baixa, pressionado por decepção com emprego nos EUA

SÃO PAULO - Após forte decepção com relatório mensal de emprego nos EUA, o Ibovespa abre em baixa de 0,51% o pregão desta sexta-feira (8), marcando 61.891 pontos.

O principal índice de ações do País acompanha a trajetória das bolsas internacionais, como reflexo direto do fraco desempenho do mercado de trabalho em junho nos EUA.

Segundo dados divulgados nesta manhã, o foram abertas 18 mil vagas na maior economia do planeta no último mês, muito aquém dos 80 mil que eram esperados por analistas.

Os dados negativos adicionam uma pressão ainda maior sobre as bolsas, na medida em que contrariam o forte resultado apontado pelo ADP Employment na véspera, e ocorrem em um momento no qual investidores buscam sinais de fortalecimento da recuperação da economia do país.

O forte revés externo consegue ofuscar por aqui novos dados de inflação, que, apesar de ainda preocupar, segue perdendo fôlego. Logo cedo, os números do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), indicaram recuo de 0,11% na primeira leitura de julho.

Destaques
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque negativo para Gerdau (GOAU4, R$ 20,06, -1,91%), Telemar (TMAR5, R$ 49,60, -1,78%), Brasil Foods (BRFS3, R$ 25,16, -1,72%), Tam (TAMM4, R$ 36,30, -1,52%) e OGX Petróleo (OGXP3, R$ 14,88, -1,33%).

A Petrobras (PETR3,PETR4) volta à pauta no final da semana, dessa vez após comunicar que o poço 9-RJS-660, no campo de Lula, foi o que teve a maior produção da companhia no mês de maio, com 28,44 mil barris por dia, o que comprova o alto potencial do pré-sal brasileiro.

Além disso, esse poço alcançou 36,32 mil barris de óleo equivalente por dia, quando se considera a produção da commodity conjuntamente com a de gás natural. Vale lembrar que esse poço é o primeiro a produzir comercialmente no pré-sal da Bacia de Santos.

TIM confirma aquisição
Já a TIM Participações (TCSL4) anunciou a aquisição das empresas AES EP Telecom e a AES Com Rio, avaliadas em R$ 1,128 bilhão e conhecidas por AES Atimus SP e Rio, respectivamente.

Todavia, os valores serão ajustados pelo endividamento líquido das companhias, tendo o montante final fixado apenas no encerramento da operação, segundo comunicado ao mercado divulgado nesta sessão.

Ainda nesta sessão, Luca Luciani, presidente da TIM Brasil, e Britaldo Soares, presidente do grupo AES Brasil, realizam teleconferência sobre a operação. As companhias anunciaram teleconferência para às 13h30 e 12h, respectivamente.

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ibovespa futuro opera em alta, de olho em emprego nos Estados Unidos

SÃO PAULO - O Ibovespa futuro opera em alta de 0,15%, cotado a 63.445 pontos, acompanhando a trajetória positiva dos principais mercados de ações no exterior nesta quinta-feira (6), deixando a crise fiscal na periferia do euro em segundo plano, para celebrar números do mercado de trabalho nos EUA.

Além disso, a sessão por aqui também é diretamente influenciada por novos números de inflação, que mais uma vez apontaram desaceleração do ritmo inflacionário, mas decepcionaram os investidores.

Inflação segue perdendo fôlego
Nesta manhã, dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial da inflação no País, apontaram taxa de 0,15% em junho. A taxa é 0,32 ponto percentual menor que a variação auferida em abril, quando o índice marcou inflação de 0,47%. Todavia, o mercado projetava inflação de 0,05% para o mês.

Já o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) marcou deflação de 0,13% em junho. A variação nos preços ficou abaixo das expectativas do mercado, que, segundo a mais recente edição do relatório Focus do Banco Central, projetava taxa de -0,07%.

Entretanto, com estes resultados, a inflação acumulada pelo IPCA nos últimos 12 meses atingiu 6,71% no mês passado e segue acima do teto da meta para este ano (6,50%).

Fonte: Infomoney

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Casino classifica proposta de Diniz como "expropriação"

O presidente-executivo e do conselho de administração do grupo francês Casino, Jean-Charles Naouri, afirmou considerar a proposta de Abilio Diniz de unir as operações do Pão de Açúcar às do Carrefour no Brasil como "expropriação", publicaram jornais brasileiros nesta quarta-feira.

O executivo, que esteve no Rio de Janeiro na segunda-feira para se reunir com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, criticou a proposta de fusão, classificando-a como um "erro estratégico" por aumentar a participação de hipermercados na rede de lojas do grupo, contrariando a tendência do mercado.

Além disso, o Carrefour tem concentração muito elevada na Europa continental onde o crescimento econômico é fraco, o que, segundo o executivo, seria uma "má internacionalização" da empresa brasileira.

Naouri também voltou a afirmar que o movimento de Diniz viola o acordo de acionistas que ambos possuem, acusando o empresário brasileiro de ter agido às escondidas durante meses na estratégia de abordar o principal rival do Casino na França.

Segundo o empresário francês, a reunião com o BNDES teve por objetivo argumentar sobre o perigo do governo brasileiro apoiar uma ação ilegal. "Dei a ele (Coutinho) uma visão da situação e das minhas preocupações com o projeto que parece ter sido elaborado em contradição com os acordos (de acionistas) e que, em primeira análise, não está no interesse social (do banco)", disse Naouri ao jornal O Estado de S.Paulo.

O executivo considera o movimento como "expropriação do Casino", cujos direitos foram estabelecidos em contrato em 2005, e afirmou ter saído "muito satisfeito" da reunião com o presidente do BNDES.

O Casino, com quem Diniz divide o controle do Pão de Açúcar, tem dois pedidos de arbitragem internacional contra o empresário em andamento. Diniz e Casino detêm, cada um, 50% do poder de voto na Wilkes, holding criada para controlar 66% do Pão de Açúcar. O conselho da Wilkes deve se reunir em 2 de agosto para discutir os planos de fusão.

Entenda
O grupo francês Carrefour anunciou em 28 de junho ter recebido uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), do grupo Pão de Açúcar. A operação precisa ser aprovada pelos acionistas dentro dos próximos 60 dias. O BNDESPar e o BTG Pactual foram os parceiros escolhidos por Abílio Diniz para tentar concretizar a união, em uma complexa operação para não ferir acordo de acionistas.

Diniz e Pão de Açúcar estavam impedidos de negociar diretamente com o Carrefour sem o consentimento do grupo Casino, que detém 43% da rede brasileira, devido a cláusulas do acordo de acionistas firmado em 2006. De qualquer forma, a união entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil não sairá sem a aprovação do sócio francês. Pelos termos apresentados, a Gama e o BNDESPar formarão a Nova Pão de Açúcar (NPA). Após uma série de etapas, o Carrefour terá sua operação no Brasil incorporada pelo Pão de Açúcar.

A proposta envolvendo o Carrefour no Brasil surge depois que o Pão de Açúcar comprou nos últimos anos Ponto Frio e Casas Bahia, consolidando sua liderança no varejo do País. As duas aquisições ainda não passaram pelo crivo do órgão antitruste, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A proposta prevê que a aquisição das lojas do Carrefour no Brasil por meio da Gama, fundo de investimentos do BTG Pactual, vai ocorrer com investimento de 1,7 bilhão de euros do BNDESPar e de 300 milhões de euros pelo BTG Pactual, que também vai arcar com dívida de 500 milhões de euros da varejista francesa no Brasil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também estuda participar da sociedade, com cerca de R$ 4,5 bilhões.

Fonte: Reuters News

Abril Educação pode levantar até R$ 670 milhões em IPO na Bovespa

A Abril Educação, empresa do grupo Civita detentora de editoras e cursos preparatórios para vestibulares e concursos públicos, pode obter cerca de R$ 670 milhões em uma oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês), conforme prospecto divulgado nesta quarta-feira.

A operação envolverá uma emissão primária - cujos recursos irão para o caixa da companhia - e outra secundária - com papéis sendo vendidos pelos atuais acionistas - de 18.556.702 units, certificados compostos por uma ação ordinária e duas preferenciais.

Se considerado o valor máximo da faixa de preço estimada pelos coordenadores da oferta, de R$ 21,75 a R$ 26,75 cada unit, a emissão pode somar R$ 496,4 milhões. A oferta, no entanto, pode ser acrescida de lotes suplementar e adicional com, respectivamente, 2.783.505 e 3.711.340 units, o que elevaria a operação a pouco mais de R$ 670 milhões.

O período de reserva ocorre de 13 a 20 de julho. A fixação do preço por unit da Abril Educação está prevista para dia 21 deste mês, e os papéis começam a ser negociados na Bovespa em 26 de julho, sob o código ABRE11.

A operação, que incluirá esforços de colocação no exterior, está sendo coordenada pelos bancos Credit Suisse (líder), JPMorgan, Itaú BBA e Bradesco BBI. Segundo a empresa informou no início de junho, a maior parte dos recursos obtidos com a oferta primária (63%) será destinada a aquisições, enquanto 27% do valor será usado para o pagamento de dívidas e 10% para abertura de novas escolas e reformas das atuais.

A Abril Educação, dona das editoras Ática e Scipione e dos cursos pré-vestibular Anglo, teve receita líquida de R$ 203,8 milhões no primeiro trimestre deste ano. De janeiro a março, o lucro operacional da companhia foi de de R$ 76,6 e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, sigla em inglês) ajustado somou R$ 98,9 milhões.

Fonte: Reuters News

terça-feira, 5 de julho de 2011

FMI: fraca atividade dos EUA e desafios fiscais na Europa aumentam riscos globais

SÃO PAULO - Para o FMI (Fundo Monetário Internacional), a fraqueza maior do que a esperada da economia norte-americana e a volatilidade financeira advindas das preocupações com a profundidade dos desafios fiscais nos países periféricos da Zona do Euro trazem grande risco para a economia global.

O Fundo apresentou nesta sexta-feira (17) em São Paulo o seu relatório com atualizações do panorama econômico mundial, revelando que os riscos ao crescimento global também decorrem do superaquecimento nas economias emergentes. "Em geral, a economia global expandiu em uma taxa anualizada de 4,3% no primeiro trimestre e as projeções para 2011 e 2012 seguem inalteradas", destacou a instituição.

Na análise da instituição, "fortes ajustes" como consolidação fiscal e reformas financeiras nas economias desenvolvidas, além de aperto monetário e rebalanceamento da demanda em países emergentes, "são críticos" para assegurar o crescimento da economia mundial e a criação de empregos no médio prazo.

Inflação
Outro catalisador de preocupação dos mercados globais é o crescente aumento dos preços. Segundo o Fundo, a inflação global subiu de 3,5% no último trimestre de 2010 para 4% no 1T11, mais de 0,5% acima do projetado pelo FMI em abril deste ano. O forte incremento dos preços das commodities foi novamente apontado como o grande vilão da crescente inflação global.

Apesar disso, o Fundo também destacou outros vetores negativos para a inflação global: "tanto nas economias desenvolvidas quanto nas emergentes as pressões inflacionárias têm se tornado cada vez maiores, refletindo um maior consumo de alimentos e combustíveis, acelerando a pressão de demanda".


Fonte: Infomoney

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Oposição quer ouvir BNDES e Diniz sobre fusão do Pão de Açúcar

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), vai apresentar ainda nesta segunda-feira um requerimento para que seja realizada uma audiência pública para discutir a entrada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na fusão entre o grupo brasileiro Pão de Açúcar e o francês Carrefour. A audiência deve ser realizada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O requerimento de realização da audiência deve ser lido amanhã na comissão.

"O requerimento vai convidar o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, representantes do Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), o presidente do grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, e o ex-presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, que tem sido um crítico ferrenho à entrada do banco na operação e poderá dar um contraponto interessante", disse Alvaro Dias.

O senador acredita que o requerimento de audiência pública deve ser aceito entre os parlamentares. Para que a audiência pública seja feita, é preciso que o requerimento seja aprovado na comissão onde se pretende realizá-la, o que, segundo Alvaro Dias, deve acontecer ainda nesta terça-feira.

"Espero que (o requerimento) seja aprovado, não se pode fugir ao debate, o governo tem que defender a operação se a deseja, mas, para isso, é preciso discutir a questão. É uma obrigação do Senado debater. Na semana passada vi senadores da base aliada interessados em que haja a audiência pública. Acho que haverá apoiamento", afirmou.

Na última semana, o oposicionista Democratas havia apresentado à Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados requerimento para a convocação do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e para um convite a Coutinho.

Também na última semana, Pimentel afirmara que o BNDES estuda participar da operação de fusão entre os grupos. Presidente do conselho de administração do banco de fomento, ele explicou que a eventual participação do BNDES seria justificada pelo fato de a potencial união entre o varejista brasileiro e o parceiro internacional permitir a abertura do mercado estrangeiro a produtos nacionais.

Entenda
O grupo francês Carrefour anunciou em 28 de junho ter recebido uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), do grupo Pão de Açúcar. A operação precisa ser aprovada pelos acionistas dentro dos próximos 60 dias. O BNDESPar e o BTG Pactual foram os parceiros escolhidos por Abílio Diniz para tentar concretizar a união, em uma complexa operação para não ferir acordo de acionistas.

Diniz e Pão de Açúcar estavam impedidos de negociar diretamente com o Carrefour sem o consentimento do grupo Casino, que detém 43% da rede brasileira, devido a cláusulas do acordo de acionistas firmado em 2006. De qualquer forma, a união entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil não sairá sem a aprovação do sócio francês. Pelos termos apresentados, a Gama e o BNDESPar formarão a Nova Pão de Açúcar (NPA). Após uma série de etapas, o Carrefour terá sua operação no Brasil incorporada pelo Pão de Açúcar.

A proposta envolvendo o Carrefour no Brasil surge depois que o Pão de Açúcar comprou nos últimos anos Ponto Frio e Casas Bahia, consolidando sua liderança no varejo do País. As duas aquisições ainda não passaram pelo crivo do órgão antitruste, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A proposta prevê que a aquisição das lojas do Carrefour no Brasil por meio da Gama, fundo de investimentos do BTG Pactual, vai ocorrer com investimento de 1,7 bilhão de euros do BNDESPar e de 300 milhões de euros pelo BTG Pactual, que também vai arcar com dívida de 500 milhões de euros da varejista francesa no Brasil. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também estuda participar da sociedade, com cerca de R$ 4,5 bilhões.


Fonte: Laryssa Borges e Luciana Cobucci

Pão de Açúcar: Carrefour aprova fusão, mas ações reagem com instabilidade

SÃO PAULO – As ações do Pão de Açúcar (PCAR4) iniciam o pregão desta segunda-feira (4) em leve queda de 0,39%, cotadas a R$ 72,70, embora tenham chegado a subir 1,24%, impulsionadas pela aprovação da diretoria do Carrefour da proposta de fusão dos ativos no Brasil.

Em comunicado enviado ao mercado nesta manhã, a diretoria do Carrefour afirmou ter aprovado a proposta de parceria estratégia enviada pela Gama, a qual fez questão de ressaltar ser uma empresa controlada pelo BTG Pactual e que receberá injeção de capital do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Sinergias
“A proposta criará valor para o Carrefour e o Pão de Açúcar, bem como para seus respectivos acionistas”, destacou a empresa francesa, em um recado direto para seu concorrente, o grupo varejista Casino, também acionista do Pão de Açúcar e principal opositor à operação.

Segundo os diretores do Carrefour, “os méritos do projeto favorecerão um consenso”, apostando nas sinergias e nos benefícios criados pela experiência compartilhada nos segmentos de hypermercados, com as marcas “Carrefour” e “Extra”, além de supermercados – em que a marca “Pão de Açúcar” prepondera – e no de atacados, com o Atacadão.

Sem base
Todavia, o grupo Casino voltou a afirmar em nota que os diretores do Carrefour comprometem-se com uma “transação hostil”, resultante de “negociações ilegais”, apontou nota divulgada nesta segunda-feira pelo grupo francês.

A declaração ressalta que “qualquer projeto envolvendo o futuro do grupo Pão de Açúcar, sobre o qual o Casino possui controle conjunto, deve ocorrer em estrita observância do acordo de acionistas entre o Grupo Casino e o Grupo Diniz”.


Fonte: Infomoney

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Fusão do Pão de Açúcar pode ser vantajosa ao País

A fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil, se concretizada, teria a vantagem de trazer novas "habilidades" ao País e "talvez ajudasse o novo empreendimento a entrar em outros mercados", opina reportagem da revista The Economist publicada nesta quinta-feira. A reportagem diz que os políticos brasileiros estão preocupados com o fato de o Brasil estar se consolidando principalmente um exportador de commodities.

"Então, estão entusiasmados (com a ideia de) criar campeões nacionais em outros setores, mesmo que sejam parcialmente controlados por estrangeiros", diz o texto, agregando que o know-how trazido pela rede varejista francesa poderia ajudar a ampliar ao exterior os negócios do novo empreendimento. Mas a Economist também cita os empecilhos da fusão pretendida pelo empresário Abílio Diniz, com aporte que pode chegar a R$ 3,9 bilhões do BNDES.

Primeiro, lembra que as negociações provavelmente passarão pelo escrutínio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para verificar se haverá excesso de concentração de mercado nas mãos do novo empreendimento. Além disso, existem as desavenças com o grupo Casino, também francês e detentor de grande parcela do Pão de Açúcar.

"O Casino se sente traído", escreve a Economist. "Estava prestes a tomar controle da maior varejista em um dos mercados mais efervescentes. Em vez disso, pode acabar como um acionista marginal. (...) E provavelmente vai levar suas queixas diante da imprevisível Justiça brasileira."

Atrativos óbvios
Ao mesmo tempo, a reportagem diz que o Carrefour tem passado "por maus bocados" na França, onde "tentou, por anos, reavivar o setor de hipermercados, sem muito sucesso". Diante disso, o negócio com o Brasil tem "atrativos óbvios" - entre eles, a revista cita um mercado ainda "fragmentado" no País, uma economia crescente, uma democracia estável e uma população jovem. "A nova companhia (criada pela eventual fusão) teria vendas combinadas de R$ 69 bilhões e uma fatia de 21% do terceiro maior mercado supermercadista depois dos EUA e da China."


Fonte: BBC Brasil