quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ibovespa Futuro acompanha otimismo externo e opera em forte alta


O Ibovespa Futuro segue os mercados internacionais e opera em forte alta de 3,10% nesta quinta-feira (27), aos 59.440 pontos, na esteira do anúncio de um acordo na União Europeia para tentar conter a crise da dívida soberana da região.
Entre os pontos acordados está o perdão de 50% sobre os títulos da dívida grega – conforme o encontro de julho, as perdas ao setor privado eram de 21% -, assim como a recapitalização de cerca de 70 instituições financeiras na Europa e a ampliação do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) para € 1,4 trilhão.
Desta forma, os índices acionários registraram forte valorização na Ásia, assim como na Europa em pregão regular e nos mercados futuros norte-americanos, sendo que em todos eles as ações de instituições financeiras registram forte alta.
Inflação no centro da meta
Enquanto isso, por aqui, a ata do Copom  (Comitê de Política Monetária) revelou que a instituição “reconhece um ambiente econômico em que prevalece nível de incerteza muito acima do usual, e pondera que o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião, acumulou sinais favoráveis”.
Em linha com as justificativas para redução da taxa Selic, o comitê indicou que prevê a inflação no centro da meta em 2012, enquanto estima que a atual deterioração no cenário econômico externo provoque um impacto de um quarto em comparação àquele de 2008/2009.
PIB nos EUA
Por fim, esta quinta-feira também será marcada pela divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA referente ao terceiro trimestre, assim como os pedidos iniciais de auxílio-desemprego e o número de vendas de imóveis pendentes.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Por que é tão difícil poupar?

Para muitos, poupar é tão difícil quanto começar uma dieta, parar de fumar ou praticar exercícios freqüentes. O mais interessante é que esta dificuldade muitas vezes independe do salário recebido, ou seja, os gastos aumentam na mesma proporção em que as pessoas recebem aumentos salariais.

Para entender este fenômeno é preciso analisar, com cuidado, por que é tão difícil poupar.

Poupar significa adiar um sonho de consumo
O que é melhor: comprar hoje aquele celular que você tanto quer, ou guardar o dinheiro para juntar um pé de meia? Mesmo diante das incertezas atuais, a grande maioria prefere a satisfação de um sonho realizado à segurança de um futuro mais tranqüilo. A razão para isso é muito simples, em uma sociedade de consumo como a nossa aquilo que era supérfluo há poucos anos atrás, hoje é visto como essencial.

Vamos seguir com o exemplo do celular, já que ele não só passou a ser um bem essencial, como também é importante manter-se atualizado quanto aos modelos. Não basta mais ter um celular, é preciso ter o melhor, o mais equipado, o mais moderno. Neste sentido, gastar R$ 100 por mês com o celular passou a ser algo trivial, mesmo para as pessoas de menor poder aquisitivo.

Se considerarmos que poupar significa gastar menos do que seu salário permite e exige sacrifícios e esforços, não é difícil entender porque poucas pessoas estão dispostas a isso.

Por que é tão fácil ficar endividado?
Ainda mais preocupante que a dificuldade que as pessoas têm em poupar é a facilidade que têm em se endividar. Antes do Plano Real, era praticamente impossível obter um financiamento, pois os próprios bancos concentravam-se nos financiamentos de empresas, ignorando quase que por completo o financiamento ao consumo. Desde então muito mudou e o acesso ao crédito ficou mais fácil, como se verifica no forte crescimento do volume de crédito ao consumo concedido.

Diante desta situação, aqueles que há muito tempo tentavam realizar um sonho de consumo, não pensaram duas vezes ao comprometer uma grande parcela de seu orçamento com financiamento de bens que até pouco tempo não eram tão essenciais. Este é o caso, por exemplo, do aparelho de microondas, da máquina de secar roupa, do freezer, do segundo aparelho de TV, etc.

O que estas pessoas se esqueceram é que ao deixarem de poupar e comprometerem boa parte do orçamento com dívidas, elas não se prepararam para uma eventualidade, como perder o emprego, necessidade de internação, reformas na casa, etc. Desta forma, não é preciso mais do que poucos meses para uma pessoa que gozava de um padrão relativamente bom se ver diante de uma dívida crescente.

Lembre-se: querer nem sempre é poder!
A grande dificuldade de poupar, em uma sociedade de consumo como a nossa, é que muitas vezes aquilo que desejamos comprar passa a ser uma necessidade, algo com o qual não podemos viver sem. Desta forma, não importa se temos dinheiro suficiente para comprar um carro novo, nossa vida deixa de ser possível sem ele. Começamos a imaginar inúmeros problemas que enfrentamos por não ter o carro novo, de forma que fica cada vez mais difícil ceder a tentação de entrar num financiamento.

Ter dinheiro suficiente para pagar as prestações do financiamento do seu carro não basta. É preciso poder arcar também com o seguro, o IPVA, a manutenção, etc. Este é o erro mais comum entre as pessoas que cedem à tentação do financiamento, pois concentram sua atenção no valor da prestação e esquecem de incluir todos os outros gastos necessários para a manutenção do bem.

Quando poupar é a melhor opção
Ao contrário do que muita gente pensa, sempre que você quiser comprar algo para o qual não tem dinheiro suficiente, o melhor não é entrar em longos financiamentos, mas sim poupar. Por que será que as pessoas têm tanta dificuldade em guardar dinheiro, mas não pensam duas vezes ao comprometer 40-50% do seu salário com prestações eternas para a compra de um carro, de uma televisão, ou até mesmo de um celular?

Com os juros nos níveis atuais, a verdade é que não vale a pena financiar, pois ao quitar sua dívida você provavelmente pagou pelo menos duas ou mais vezes do que gastaria no pagamento à vista. De acordo com a Anefac, a taxa de juro média cobrada em um financiamento, com prazo superior a 18 meses, é de 7,38% ao mês.

Neste caso em um ano você pagará, só em juros, o equivalente a quase um bem e meio. Assim, o melhor certamente é poupar o dinheiro da prestação, atrasar a compra por alguns meses e obter um desconto na compra à vista.

Como começar a poupar
Assim como não há dietas milagrosas que não envolvam sacrifícios, não existe uma regra de ouro para se começar a poupar que não leve a um aperto de cinto. Analise com cuidado seu orçamento, de forma a identificar áreas onde possa cortar gastos, não se esqueça que é preciso força de vontade para abrir mão de alguns gastos.

Assim como na dieta, começar a poupar exige uma mudança de atitude, é preciso perseverança. Mas pense no resultado. Lembre-se que poupar é o primeiro passo para uma estratégia de investimento bem-sucedida!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A personalidade reflete no perfil de risco dos investidores?


SÃO PAULO – Você imagina que aquelas pessoas mais ousadas, que pulam de paraquedas, voam de asa delta e vivem perigosamente são as que mais se arriscam quando o assunto é investimento, certo? Não necessariamente. De acordo com especialistas, uma coisa não tem uma relação direta com a outra.
Segundo a psicóloga econômica e autora do livro “A Cabeça do Investidor”, Vera Rita de Mello Fereira, a personalidade do indivíduo não indica a maneira como ele irá tomar as suas decisões em relação às aplicações financeiras. “A forma como a pessoa é em sua vida não sinaliza que ela será da mesma maneira quando o assunto é investimento”, afirma Vera.
Para ela, a maioria dos indivíduos possui aversão à perda, independentemente de como eles são em sua vida pessoal. “As pessoas não querem ficar sem aquilo que já possuem”, diz.
Ela ressalta que, muitas vezes, os indivíduos acabam aceitando mais riscos porque não se dão conta de que estão realmente correndo um risco real. “No fundo, elas acham que tudo vai dar certo e por isso acabam aceitando”, afirma Vera.
 diretora de Operações de Varejo da WinTrade, home broker da Alpes Corretora, Mariana Borges, concorda que a personalidade do indivíduo não reflete necessariamente a maneira como ele investe no mercado acionário. “Não acredito nesta relação entre a maneira que a pessoa lida com seus investimentos e a sua forma de agir com questões pessoais. Uma pessoa conservadora na vida pessoal pode ter um perfil moderado ou agressivo e o mesmo vale se for o contrário”, diz Mariana.
Perfil do investidor
Já que não é tão simples saber qual é o seu perfil de investimento apenas olhando para a personalidade, é obrigatório que o cliente preencha um questionário ao abrir a conta em uma corretora de valores, justamente para que seja identificado qual tipo de investidor vai operar e quais as aplicações mais adequados para ele.
“Este procedimento é importante para que o cliente conheça qual é o seu perfil de investimentos e consiga escolher os produtos que mais se encaixam nas suas necessidades”, afirma Mariana. "Outro ponto é que a corretora consegue conhecer melhor o seu cliente e oferecer um produto diferenciado de acordo com a necessidade do cliente”, continua.
De acordo com a executiva, além de indicar para o cliente quais os melhores investimentos para as suas pretensões e características individuais, a análise de perfil evita que o investidor se afaste do mercado acionário por não se adaptar à maneira como estava investindo. “Se a pessoa começa a investir da maneira errada, pode acabar tendo prejuízos e não querer mais voltar para investir em ações”, diz Mariana.
Gênero e idade
Segundo ela, de uma maneira geral, os homens aceitam correr mais riscos no mercado acionário do que as mulheres. “Normalmente as mulheres são mais conservadoras do que os homens, estudam mais antes de começar a investir. Elas realmente procuram saber saber bem onde estão colocando o dinheiro”, diz a executiva.
Segundo ela, a idade também influencia na decisão sobre os investimentos. “Pelo que nós percebemos, quanto mais novos os investidores, maior o apetite por risco”, diz Mariana. “Por isso, homens mais jovens, até a faixa dos 30 anos, são os que costumam ser mais tolerantes a riscos. À medida que a idade vai avançando, eles começam a mudar um pouco e a preferir investimentos mais conservadores”, conclui.

Descubra qual é o seu perfil, acesse o XP Suitability

Comentário semanal: Ibovespa tem melhor desempenho desde 2009


Em uma semana mais curta devido aos feriados de Columbus Day nos EUA, na segunda-feira (10), e de Nossa Senhora de Aparecida por aqui, na quarta-feira (12), as atenções permaneceram voltadas para o front europeu, com a expectativa pela reunião do G-20, em Paris, além de notícias como o corte de rating espanhol e de diversos bancos do continente. O Ibovespa encerrou o período entre 10 e 14 de outubro em alta de 7,39%- melhor desempenho semanal do índice desde maio de 2009 -, quebrando uma sequência de três semanas no vermelho, aos 55.030 pontos.
As ações Gafisa (GFSA3) fecharam a semana como o principal destaque de alta dentre as ações que compõem o Ibovespa, com valorização de 16,14%, cotadas a R$ 5,90. Registrando alta nos quatro pregões da semana, os papéis GFSA3 apresentaram o maior avanço na quinta-feira (13), quando relataram ganhos de 8,95% naquela sessão. Nenhuma ação do Ibovespa registrou perdas acumuladas na semana.
Petro e ValeAs ações da Petrobras (PETR3+7,59%, R$ 21,41; PETR4+7,32%, R$ 16,64) encerraram a semana com fortes altas superiores a 7%, ajudando a impulsionar o índice. No período, a estatal e a BG Brasil assinaram umacordo de cooperação tecnológica para avançar em tecnologias relacionadas à construção de poços e à otimização da produção de petróleo.
Ainda entre as blue chips, os papéis da Vale (VALE3+6,82%, R$ 44,02; VALE5+7,49%, R$ 41,18) também terminaram o período no azul. Nesta semana, foi divulgado que a mineradora e o DMPN (Departamento Nacionalde Produção Mineral) ainda não entraram em um consenso sobre a dívida de quase R$ 4 bilhão em royalties, referente à produção da companhia entre 2001 e 2007. A decisão tinha como limite o mês de outubro, mas foi adiada em 60 dias, segundo o DMPN.
Zona do Euro em focoA semana começou com os investidores otimistas com a evolução da crise fiscal na Zona do Euro, após a chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, Nicolas Sarkozy se comprometerem, durante encontro no último final de semana entre os líderes da Zona do Euro, em entregar um plano com novas medidas para dar suporte aos bancos da região ainda no mês de outubro.
Ainda no início da semana, houve a aprovação do banco franco-belga Dexia pela nacionalização de seu braço bancário belga no varejo por € 4 bilhões, como parte do auxílio para a instituição financeira, o qual também inclui € 90 milhões em garantias de financiamento estatal.
Cortes de projeções e ratings na EspanhaSe o noticiário do velho continente parecia ser positivo no início da semana, o cenário mudou nos pregões seguintes. Isso porque o período também foi marcado por diversos cortes de ratings e notas de crédito postas em revisão pelas agências de classificação de risco. Desta forma, a Standard & Poor’s cortou, na noite de quinta-feira (13), o rating da Espanha em um grau, passando de "AA" para "AA-", com perspectiva negativa, isso é, sujeita a um novo rebaixamento. A agência fez questão de ressaltar que o fator econômico foi o principal ponto que contribuiu para a redução.
Ainda em relação à Espanha, a Fitch Ratings efetuou cortes na classificação de três comunidades autônomas, uma província e três cidades do país. A agência também apresentou um relatório de projeções econômicas para os próximos anos, reduzindo suas estimativas de crescimento para a economia global e também para importantes centros econômicos do mundo, como Japão e EUA.
Já a Standard & Poor's cortou o rating de 10 instituições financeiras da Espanha, entre elas o Banco Santander, cuja nota passou de "AA" para "AA-", com perspectiva negativa. Além destas, outras tiveram suas notas mantidas, mas a perspectiva se alterou para negativa.
E por falar em bancos, a Fitch também reduziu os ratings de longo prazo do banco suíço UBS e dos alemães Landesbank Berlim e Berlim Hannoversch. Outros seis grandes bancos europeus tiveram os ratings colocados em uma lista de observação negativa (Rating Watch Negative), entre eles os franceses Credit Agricole e BNP Paribas e o suiço Credit Suisse. 
A Fitch anunciou ainda o corte na nota de longo prazo das instituições britânicas Lloyds Banking Group e Royal Bank of Scotland, passando de "AA-" para "A", enquanto a S&P reduziu o rating do BNP Paribas em um nível, de "AA" para "AA-", com perspectiva estável.
Ajuda à Zona do EuroA Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) chegou a um acordo sobre as políticas necessárias para guiar a economia grega “de volta ao caminho” e, assim, a próxima parcela de € 8 bilhões provavelmente será liberada no início de novembro, segundo nota publicada pelo Banco Central Europeu.
O mercado ficou atento ainda para o imbróglio envolvendo a Eslováquia, com a expectativa de aprovação do último dos 17 países da Zona do Euro para o processo de expansão do EFSF (Fundo de Estabilização Financeira Europeu), que previa € 440 bilhões para o fundo de resgate da região. Após rejeitarem a decisão  na terça-feira, os parlamentares do país aprovaram a alteração no fundo na quinta-feira.
O presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Barroso, ressaltou que os governos da União Europeia, o BCE (Banco Central Europeu) e a Comissão Europeia devem ter uma ação “totalmente coordenada”, unindo esforços para recapitalizar os bancos. Barroso anunciou um plano requer o levantamento da exposição de todos os bancos sistematicamente importantes ao títulos de dívida problemáticos. Assim, agentes regulatórios então iriam requerer uma maior taxa de capital de alta qualidade cobrindo os títulos problemáticos.
O BCE também alertou que o envolvimento forçado do setor privado em planos de resgate de países do euro seria um risco para a estabilidade financeira, com efeitos negativos para o setor bancário. Além disso, opresidente da autordade monetária europeia afirmou que cabe aos governantes resolverem a crise.
Crise europeia é assunto principal do G-20A crise que afeta a Zona do Euro será o principal assunto tratado durante a reunião do G-20 que teve início esta sexta-feira, em Paris, e deverá durar até sábado. A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu cooperação dos países para a aprovação de um imposto sobre as transações financeiras na União Europeia, como forma de aliviar a situação no continente.
Presente na reunião, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, disse que os governos da Europa devem prestar socorro aos bancos da região para evitar uma nova crise financeira mundial.
Ata da reunião do FomcApesar do foco na União Europeia, os EUA também não saíram do radar. A ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), divulgada nesta semana, revelou que alguns membros da autoridade monetária norte-americana discordaram do tipo de ação que poderia ser tomada para estimular a economia do país.
O documento também revelou que o Fed enxerga "riscos significativos" de desaceleração da economia do país, além de novas informações sobre a Operação Twist, sendo que a maioria membros do comitê quis anunciar o término da operação até junho de 2012, mas autoridade ainda deverá revisar o tamanho do programa e de seu portfólio.
Ainda no front norte-americano, o Senado do país rejeitou o pacote porposto pelo presidente do Barack Obama, no valor de US$ 447 bilhões, para a criação de empregos e também aprovou um projeto de lei que visa punir economias que mantenham suas moedas desvalorizadas para subsidiar suas exportações, como é o caso da China.
Agenda brasileira da semana
No Brasil, o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade do BC) registrou 146,39 pontos em agosto, 1,23% a mais do que no mês anterior, enquanto as estimativas anuais levantadas pelo Boletim Focus mantiveram a Selic em 11% neste ano, enquanto para o PIB (Produto Interno Bruto) passaram de 3,51% para 3,50%.
Também por aqui, a FGV (Fundação Getulio Vargas) reportou que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)variou 0,45% na primeira medição de outubro, além de que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) da primeira semana deste mês marcou taxa positiva de 0,50%. Já o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) apontou variação positiva dos preços de 0,23% na primeira leitura de outubro.
Indicadores econômicos internacionaisNos EUA, destaque para a divulgação do Treasury Budget, que mede o orçamento do governo norte-americano, o qual registrou déficit de US$ 64,6 bilhões em setembro, o seu trigésimo primeiro mês no vermelho. Enquanto isso, a confiança do consumidor norte-americano, medida pela Universidade de Michingan, apontou 57,5 pontos em outubro, resultado inferior às expectativas do mercado.
Já o número de pedidos de auxílio-desemprego reportados nos EUA na última semana, mensurado pelo Initial Claims, registrou 404 mil novas solicitações na semana até 8 de outubro, frente às projeções que giravam em torno de 406 mil pedidos.
Ainda no front internacional, a atividade industrial da Zona do Euro avançou 1,2% entre julho e agosto, contrariando a expectativa do mercado de recuo de 0,8%, enquanto no Reino Unido, embora o número de desempregados tenha atingido seu maior maior nível em 17 anos, os pedidos de auxílio-desempregoaumentaram em 17.500 em setembro, abaixo das projeções de 25 mil novas solicitações.
Na China, o superávit comercial voltou a apresentar queda mensal em setembro. O saldo ficou positivo em US$ 14,5 bilhões, contra US$ 17,8 bilhões em agosto, e US$ 31,5 bilhões no mesmo mês do ano passado.
Câmbio e Renda Fixa
O dólar comercial fechou cotado na venda a R$ 1,730 nesta sexta-feira. Com isso, a moeda norte-americana fechou a semana com desvalorização de 2,32%. Na última sessão do período, a divisa norte-americana registrou o oitavo dia consecutivo de queda - sua maior sequência desde setembro de 2010, quando caiu por 10 sessões seguidas.
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, o contrato de juros de maior liquidez nesta semana, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 10,55%, com alta de 0,12 ponto percentual no período.
No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado 132,02% de seu valor de face, alta de 0,26% na semana.
Já o indicador de risco-País registrou queda de 34 pontos-base na semana, aos 220 pontos.
Confira a agenda da próxima semana
Dentro da agenda do investidor para a terceira semana de outubro, os investidores estarão atentos para a divulgação do Livro Bege do Fed, e também ao desempenho industrial norte-americano em setembro. Ainda no front internacional, saíra a minuta da última reunião do BoE (Bank of England)
No cenário doméstico, foco para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que definirá a taxa básica de juro. Por aqui também teremos o vencimento de opções sobre ações e o resultado prévio do IPCA desse mês. 
infomoney

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mais de um terço dos ricos investem em ações, títulos públicos e fundos, diz pesquisa


Pouco mais de um terço (34%) das familias brasileiras consideradas ricas* investem em ações, títulos públicos e em fundos mútuos de investimentos. A constatação é de uma pesquisa da TNS, divulgada nesta semana.
Segundo o levantamento, 18% das famílias brasileiras com maior poder aquisitivo deixam o dinheiro em conta depósito (que inclui conta corrente, poupança, contas do mercado monetário de depósitos e CDB - Certificado de Depósito Bancário) e 12% das famílias optam por planos de aposentadoria. O restante (35%) deixa o dinheiro alocado em outros tipos de conta investimento, segundo a TNS.
Mundo
Na China, que assim como o Brasil pertence ao Brics (grupo de emergentes formado por Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul), o percentual de famílias ricas que optam por aplicar seus recursos em ações, títulos públicos e fundos de investimentos é de 39%. Já na Índia, este número cai para 29%.
Nos países da Europa Central, quase a metade (47%) das famílias mais abastadas investe nestes três tipos de aplicações, enquanto na América do Norte só 24% das famílias aplicam seus recursos desta maneira.
Consultor profissional
Ainda segundo a pesquisa, cerca de dois terços (66%) dos brasileiros considerados ricos possuem um consultor para os seus investimentos.
Na Índia, este número é muito maior e chega perto da totalidade: 95% das famílias de maior poder aquisitivo têm algum consultor para suas aplicações financeiras, enquanto na China, 83% das famílias utilizam o serviço destes profissionais.
Na América do Norte, 70% das famílias procuram por este tipo de serviço, enquanto nas Europas do Norte, do Sul e Central os percentuais são de 67%, 79% e 69%, na mesma ordem.
Pesquisa
A pesquisa Global Affluent Investor, efetuada pela TNS, foi realizada em 24 mercados: Brasil, EUA, Canadá, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França, Alemanha, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Itália, Portugal, Espanha, República Checa, EAU, Israel, Hong Kong, China, Índia, Cingapura e Austrália.
As entrevistas foram realizadas entre maio e agosto de 2011, com 12.092 tomadores de decisão de lares ricos.
* a pesquisa considera ricas as famílias que possuem investimentos acima de US$ 100 mil, exceto no Brasil, onde é necessário ter investimentos de US$ 40 mil.