SÃO PAULO – Em sessão escassa de indicadores econômicos, os principais índices acionários dos EUA registram altas no início das operações desta segunda-feira (22), com o mercado recuperando parte das perdas dos últimos pregões, em meio à continuidade da preocupação acerca da crise fiscal dos EUA e da Zona do Euro.
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta valorização de 1,57% e atinge 2.379 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, abre em alta de 1,43% a 10.973 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, sobe 1,42%, chegando a 1.140 pontos.
Apontando para uma abertura no campo positivo já no pré-market, ainda em meio aos temores sobre a situação econômica global e uma possível recessão, as bolsas norte-americanas voltaram a subir após o mercado de ações do país registrar sua maior queda em quatro semanas no último pregão, desde março de 2009. Assim, os investidores buscam referências no noticiário econômico da Europa e dos Estados Unidos.
Com a expectativa sobre a divulgação de indicadores econômicos da indústria, do setor de construção civil, além dos números do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano ao longo da semana, os investidores aguardam ansiosos para o discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, no simpósio d Wyoming, no final da semana, esperando por sinais de uma nova rodada de afrouxamento quantitativo (QE3).
Ouro continua a subir
O receio sobre as crises norte-americana e da Zona do Euro vem fazendo com que muitos investidores refugiem-se no ouro e a cotação do metal precioso vem registrando suas maiores altas nos últimos dias. Desta forma, a commodity atingiu mais uma marca histórica e é negociada a US$ 1.875 por onça.
Front corporativo
Os papéis da Lowe’s operam em alta de 2,33%, após a varejista anunciar seu programa de recompra de ações no valor de US$ 5 bilhões para os próximos dois ou três anos, além de também definir pagamento trimestral de dividendos no valor de US$ 0,14 por ação.
A segunda maior empresa de telecomunicações dos EUA, a Verizon (+1,24%) anunciou que chegou ao fim o impasse que fez com que cerca de 45 mil trabalhadores entrassem em greve, os quais devem retornar às suas atividades normais nesta semana.
infomoney
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Classe C tem mais gastos pessoais que A e B
As famílias da chamada nova classe média (classe C), gastam mais com alimentação, habitação, vestuário, higiene e cuidados especiais, assistência à saúde, fumo e serviços pessoais do que as famílias da classe alta (classes A e B), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A classe C é formada por 95 milhões de pessoas, com 31 milhões emergentes nos últimos dez anos.
As informações são da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) e foram usadas pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República para estabelecer o perfil da classe C. A pesquisa será analisada nesta segunda-feira por especialistas em políticas sociais, em seminário sobre a nova classe média que a SAE e o Ministério da Fazenda promovem em Brasília.
De acordo com o governo, formam a classe média as famílias com rendimento de R$ 1 mil a R$ 4 mil. Segundo o secretário executivo da SAE, Roger Leal, "a academia vem legitimando" essa faixa de renda como de classe C. "Os diferentes parâmetros usados não fogem muito dessa faixa", disse. Ele reconhece, no entanto, que um intervalo de renda que começa com valor inferior a dois salários mínimos (R$ 1.090) pode ser contestado. "Sempre a definição de limites é passível de discussão", admitiu.
Leal pondera que a faixa comporta grande variação de potencial de consumo, desde domicílios que têm R$ 250 de renda familiar per capita até domicílios com R$ 1 mil (média de quatro pessoas por domicílio) de renda. "Dentro dessa banda, há diferentes patamares e variações. Eu não estou querendo dizer que aquele que recebe R$ 250 é igual aquele que recebe R$ 1 mil", disse, ao destacar a heterogeneidade do potencial de consumo.
Para o secretário executivo da SAE, a classe C se beneficiou das políticas sociais que, desde 2003, diminuíram a desigualdade. Conforme os dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad), de 2009, a taxa de crescimento na renda per capita dos 10% mais pobres foi cerca de quatro vezes acima da taxa de crescimento entre os 10% mais ricos da população. Leal reconhece, no entanto, que o país ainda é desigual e não conseguiu eliminar a pobreza. "A ascensão significativa não afastou a possibilidade de extrema pobreza. Por isso, o (Plano) Brasil sem Miséria", disse, fazendo referência ao programa lançado pelo governo em junho.
Agência Brasil
As informações são da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) e foram usadas pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República para estabelecer o perfil da classe C. A pesquisa será analisada nesta segunda-feira por especialistas em políticas sociais, em seminário sobre a nova classe média que a SAE e o Ministério da Fazenda promovem em Brasília.
De acordo com o governo, formam a classe média as famílias com rendimento de R$ 1 mil a R$ 4 mil. Segundo o secretário executivo da SAE, Roger Leal, "a academia vem legitimando" essa faixa de renda como de classe C. "Os diferentes parâmetros usados não fogem muito dessa faixa", disse. Ele reconhece, no entanto, que um intervalo de renda que começa com valor inferior a dois salários mínimos (R$ 1.090) pode ser contestado. "Sempre a definição de limites é passível de discussão", admitiu.
Leal pondera que a faixa comporta grande variação de potencial de consumo, desde domicílios que têm R$ 250 de renda familiar per capita até domicílios com R$ 1 mil (média de quatro pessoas por domicílio) de renda. "Dentro dessa banda, há diferentes patamares e variações. Eu não estou querendo dizer que aquele que recebe R$ 250 é igual aquele que recebe R$ 1 mil", disse, ao destacar a heterogeneidade do potencial de consumo.
Para o secretário executivo da SAE, a classe C se beneficiou das políticas sociais que, desde 2003, diminuíram a desigualdade. Conforme os dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad), de 2009, a taxa de crescimento na renda per capita dos 10% mais pobres foi cerca de quatro vezes acima da taxa de crescimento entre os 10% mais ricos da população. Leal reconhece, no entanto, que o país ainda é desigual e não conseguiu eliminar a pobreza. "A ascensão significativa não afastou a possibilidade de extrema pobreza. Por isso, o (Plano) Brasil sem Miséria", disse, fazendo referência ao programa lançado pelo governo em junho.
Agência Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)