sexta-feira, 18 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fundos de renda fixa são os mais populares do Brasil; conheça mais sobre eles



Os fundos de renda fixa são uma das opções mais procuradas de investimento pelos brasileiros. Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), quase um terço de todo o patrimônio líquido da indústria de fundos brasileira está em fundos de renda fixa.
Em enquete recente disponibilizada pelo portal InfoMoney, 9% dos leitores disseram se interessar e/ou ter algum tipo de dúvida em relação a este investimento. E você, também quer saber mais sobre os fundos de renda fixa?
Em primeiro lugar, estes fundos possuem a maior parte de seu capital (no mínimo 80%) investido em títulos públicos federais. Por isso, a oscilação destes fundos tem uma relação direta com o rendimento proporcionado pelos títulos públicos.
Por que investir em fundos de renda fixa
De acordo com especialistas, os fundos de renda fixa podem ser uma alternativa interessante para investidores conservadores, que não estão dispostos a correr muitos riscos e querem aproveitar a taxa elevada de juros para obter rentabilidade.
Para o professor do Ibmec-RJ, Mauro Rochlin, este tipo de fundo é indicado para quem não pode ou não tem conhecimento de finanças suficiente para acompanhar o mercado de renda fixa e as evoluções das taxas de juros.
“Para comprar um título do Tesouro Direto, você tem que ter o mínimo de conhecimento e conseguir ter uma ideia se as taxas vão subir ou cair”, afirma Rochliin. “Se você compra um título prefixado, por exemplo, e a taxa de juros sobe, você acaba tendo que vender com deságio”, completa.
Assim, os fundos de renda fixa são indicados para quem quer um investimento conservador e com uma gestão profissional dos ativos. “A grande diferença do fundo é que existe um gestor, uma pessoa capacitada, que conhece o mercado e que compra e vende os títulos de acordo com a tendência do mercado”, afirma o professor.
O que se deve olhar
Entretanto, esta gestão profissional cobra o seu preço e quem investe em fundos de renda fixa paga uma taxa de administração. Por isso, o professor do Ibmec ressalta que é importante que o investidor compare os fundos disponíveis no mercado e as suas respectivas taxas de administração.
“Quanto mais salgada for a taxa, menor a rentabilidade líquida do investimento”, lembra Rochlin.
Os fundos de renda fixa costumam ter taxas que variam de 0,3% até 4% ao ano e, muitas vezes, as menores taxas são disponibilizadas para fundos que exigem aplicações de valores maiores. Por isso, o investidor deve pesquisar entre as assets e levar em consideração o montante que tem disponível para aplicar.
Outro ponto que deve ser observado por quem investe em fundos de renda fixa, de acordo com Rochlin, é o histórico de rentabilidade do fundo. O professor lembra que a rentabilidade obtida no passado não garante retornos futuros, mas aponta que esta é uma maneira de avaliar a capacidade de gestão do fundo e pode ser um bom método para comparar e escolher entre dois fundos diferentes.
Tributação
As aplicações em renda fixa são sujeitas a um sistema de alíquotas decrescentes (que começa em 22,5% e chega até 15%) de acordo com o prazo de aplicação. No caso dos fundos de investimento ocorre recolhimento semestral na fonte, o chamado come-cotas.
A alíquota utilizada para a cobrança semestral do Imposto de Renda é sempre a menor da categoria. Ou seja, para os fundos classificados como de longo prazo, por meio do come-cotas, a cobrança é de 15% e, nos de curto prazo, fica em 20%.
A diferença é cobrada no momento do resgate do fundo. Por exemplo: para os fundos de curto prazo (cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias ), a alíquota de IR é de 22,5%, no caso de aplicações de até 180 dias. Isso quer dizer que, no come-cotas, serão cobrados 20% e os outros 2,5% são cobrados no momento do resgate do fundo, se for o caso.
Já nos fundos de longo prazo (cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias), o IR varia de 22,5% (aplicações até 180 dias) a 15% (aplicações acima de 720 dias). Então, no come-cotas, a cobrança será de 15% e, se for o caso, no momento do resgate, será cobrada a diferença, que pode chegar a 7,5%.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fundos imobiliários: como compor a carteira e o que considerar antes de investir?



SÃO PAULO – Os fundos imobiliários  têm se mostrado uma opção atrativa para os investidores que se interessam pelo mercado de imóveis, mas não possuem valor suficiente para comprar o bem físico. Mas será que quem investe neste tipo de fundo também pode diversificar a carteira?
De acordo com o planejador financeiro Raphael Cordeiro, a resposta é “sim”. Segundo ele, para diminuir os riscos e aumentar a possibilidade de ganhos, uma fórmula interessante é dividir o portfólio da seguinte maneira: 50% em fundos que investem em escritórios, 25% em fundos com participação em shopping centers e 25% em fundos que detêm galpões industriais.
“Esta é a mesma composição utilizada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) para o recém-criado IGMI-C (Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial)”, afirma o planejador.
Desta maneira, diz Cordeiro, o investidor consegue uma exposição a diversos tipos de imóveis, utilizados em vários segmentos da economia. “Com essa divisão, você investe em imóveis do setor de consumo, que está crescendo bastante (por meio de fundos com participação em shopping centers), na indústria, que é um segmento voltado para o atacado (por meio de fundos que possuem galpões industriais), e também tem uma boa exposição aos escritórios comerciais, que são uma boa opção de investimento”, afirma Cordeiro.
O que analisar na hora de comprar
De acordo com ele, a rentabilidade do fundo é um dos principais itens que devem ser observados pelo investidor antes de optar pela aplicação, mas não é o único. “Rentabilidade costuma andar junto com risco. Então, quanto maior a rentabilidade de um fundo, maior pode ser o risco desta aplicação”, alerta Cordeiro.
Ele ressalta que um fundo imobiliário com apenas um imóvel pode proporcionar uma boa rentabilidade, se o valor de aluguel pago pelo inquilino for alto. Entretanto, caso este imóvel fique desocupado, o investidor corre o risco de ficar um bom tempo sem ter uma rentabilidade mensal.
“Já no caso de fundos que investem em vários imóveis, a rentabilidade pode ser menor. Entretanto, caso um dos imóveis fique desocupado, o impacto no rendimento não será tão elevado como no caso anterior”, pondera.
Outro ponto importante citado pelo planejador é o fato de que fundos que ainda estão na fase de captação de recursos – ou seja, estão emitindo novas cotas no mercado para poderem adquirir novos empreendimentos – podem não ter uma rentabilidade atrativa.
“A gestora do fundo precisa captar os recursos, prospectar imóveis, comprá-los e depois alugá-los, para só a partir daí repassar a rentabilidade proveniente da locação. Por isso, nesses casos, pode demorar algum tempo para que o investidor consiga algum rendimento”, afirma.
Por isso, o planejador aconselha que o investidor analise este aspecto antes de decidir comprar cotas de um fundo. “É preciso ver se o fundo já está maduro ou se ainda precisa de mais recursos”, aconselha.
Peculiaridades
O planejador financeiro ressalta que os fundos imobiliários possuem uma série de peculiaridades. Em alguns empreendimentos, por exemplo, a rentabilidade proveniente do aluguel só é repassada para o investidor uma vez por ano. Isso quer dizer que, nos outros meses, o rendimento proporcionado pelo fundo pode ser menor, pois só vai contar com o aluguel dos outros empreendimentos que fazem parte do seu portfólio.
Entretanto, no mês em que a rentabilidade for paga (de uma única vez, equivalente aos 12 meses do ano), o rendimento será muito maior. “Se o investidor olhar apenas para este mês, pode ter uma noção distorcida de que a rentabilidade é assim durante todos os meses do ano”, diz Cordeiro. “Ao mesmo tempo, se olhar apenas os outros meses, não saberá que em determinado mês a rentabilidade é bem maior”, conclui.