quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Fundos de renda fixa são os mais populares do Brasil; conheça mais sobre eles



Os fundos de renda fixa são uma das opções mais procuradas de investimento pelos brasileiros. Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), quase um terço de todo o patrimônio líquido da indústria de fundos brasileira está em fundos de renda fixa.
Em enquete recente disponibilizada pelo portal InfoMoney, 9% dos leitores disseram se interessar e/ou ter algum tipo de dúvida em relação a este investimento. E você, também quer saber mais sobre os fundos de renda fixa?
Em primeiro lugar, estes fundos possuem a maior parte de seu capital (no mínimo 80%) investido em títulos públicos federais. Por isso, a oscilação destes fundos tem uma relação direta com o rendimento proporcionado pelos títulos públicos.
Por que investir em fundos de renda fixa
De acordo com especialistas, os fundos de renda fixa podem ser uma alternativa interessante para investidores conservadores, que não estão dispostos a correr muitos riscos e querem aproveitar a taxa elevada de juros para obter rentabilidade.
Para o professor do Ibmec-RJ, Mauro Rochlin, este tipo de fundo é indicado para quem não pode ou não tem conhecimento de finanças suficiente para acompanhar o mercado de renda fixa e as evoluções das taxas de juros.
“Para comprar um título do Tesouro Direto, você tem que ter o mínimo de conhecimento e conseguir ter uma ideia se as taxas vão subir ou cair”, afirma Rochliin. “Se você compra um título prefixado, por exemplo, e a taxa de juros sobe, você acaba tendo que vender com deságio”, completa.
Assim, os fundos de renda fixa são indicados para quem quer um investimento conservador e com uma gestão profissional dos ativos. “A grande diferença do fundo é que existe um gestor, uma pessoa capacitada, que conhece o mercado e que compra e vende os títulos de acordo com a tendência do mercado”, afirma o professor.
O que se deve olhar
Entretanto, esta gestão profissional cobra o seu preço e quem investe em fundos de renda fixa paga uma taxa de administração. Por isso, o professor do Ibmec ressalta que é importante que o investidor compare os fundos disponíveis no mercado e as suas respectivas taxas de administração.
“Quanto mais salgada for a taxa, menor a rentabilidade líquida do investimento”, lembra Rochlin.
Os fundos de renda fixa costumam ter taxas que variam de 0,3% até 4% ao ano e, muitas vezes, as menores taxas são disponibilizadas para fundos que exigem aplicações de valores maiores. Por isso, o investidor deve pesquisar entre as assets e levar em consideração o montante que tem disponível para aplicar.
Outro ponto que deve ser observado por quem investe em fundos de renda fixa, de acordo com Rochlin, é o histórico de rentabilidade do fundo. O professor lembra que a rentabilidade obtida no passado não garante retornos futuros, mas aponta que esta é uma maneira de avaliar a capacidade de gestão do fundo e pode ser um bom método para comparar e escolher entre dois fundos diferentes.
Tributação
As aplicações em renda fixa são sujeitas a um sistema de alíquotas decrescentes (que começa em 22,5% e chega até 15%) de acordo com o prazo de aplicação. No caso dos fundos de investimento ocorre recolhimento semestral na fonte, o chamado come-cotas.
A alíquota utilizada para a cobrança semestral do Imposto de Renda é sempre a menor da categoria. Ou seja, para os fundos classificados como de longo prazo, por meio do come-cotas, a cobrança é de 15% e, nos de curto prazo, fica em 20%.
A diferença é cobrada no momento do resgate do fundo. Por exemplo: para os fundos de curto prazo (cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias ), a alíquota de IR é de 22,5%, no caso de aplicações de até 180 dias. Isso quer dizer que, no come-cotas, serão cobrados 20% e os outros 2,5% são cobrados no momento do resgate do fundo, se for o caso.
Já nos fundos de longo prazo (cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou superior a 365 dias), o IR varia de 22,5% (aplicações até 180 dias) a 15% (aplicações acima de 720 dias). Então, no come-cotas, a cobrança será de 15% e, se for o caso, no momento do resgate, será cobrada a diferença, que pode chegar a 7,5%.

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