terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mais de um terço dos ricos investem em ações, títulos públicos e fundos, diz pesquisa


Pouco mais de um terço (34%) das familias brasileiras consideradas ricas* investem em ações, títulos públicos e em fundos mútuos de investimentos. A constatação é de uma pesquisa da TNS, divulgada nesta semana.
Segundo o levantamento, 18% das famílias brasileiras com maior poder aquisitivo deixam o dinheiro em conta depósito (que inclui conta corrente, poupança, contas do mercado monetário de depósitos e CDB - Certificado de Depósito Bancário) e 12% das famílias optam por planos de aposentadoria. O restante (35%) deixa o dinheiro alocado em outros tipos de conta investimento, segundo a TNS.
Mundo
Na China, que assim como o Brasil pertence ao Brics (grupo de emergentes formado por Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul), o percentual de famílias ricas que optam por aplicar seus recursos em ações, títulos públicos e fundos de investimentos é de 39%. Já na Índia, este número cai para 29%.
Nos países da Europa Central, quase a metade (47%) das famílias mais abastadas investe nestes três tipos de aplicações, enquanto na América do Norte só 24% das famílias aplicam seus recursos desta maneira.
Consultor profissional
Ainda segundo a pesquisa, cerca de dois terços (66%) dos brasileiros considerados ricos possuem um consultor para os seus investimentos.
Na Índia, este número é muito maior e chega perto da totalidade: 95% das famílias de maior poder aquisitivo têm algum consultor para suas aplicações financeiras, enquanto na China, 83% das famílias utilizam o serviço destes profissionais.
Na América do Norte, 70% das famílias procuram por este tipo de serviço, enquanto nas Europas do Norte, do Sul e Central os percentuais são de 67%, 79% e 69%, na mesma ordem.
Pesquisa
A pesquisa Global Affluent Investor, efetuada pela TNS, foi realizada em 24 mercados: Brasil, EUA, Canadá, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França, Alemanha, Reino Unido, Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Itália, Portugal, Espanha, República Checa, EAU, Israel, Hong Kong, China, Índia, Cingapura e Austrália.
As entrevistas foram realizadas entre maio e agosto de 2011, com 12.092 tomadores de decisão de lares ricos.
* a pesquisa considera ricas as famílias que possuem investimentos acima de US$ 100 mil, exceto no Brasil, onde é necessário ter investimentos de US$ 40 mil.

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