quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Fundo de ações: conheça 11 passos para escolher o que mais se encaixa ao seu perfil


SÃO PAULO - Em tempos de crise como agora, quando preocupações sobre as instabilidades econômicas de países da Europa e dos EUA permeiam os negócios em bolsa, o investidor que tem pouco ou nenhum conhecimento do mercado de capitais fica ainda mais inseguro ao aplicar em ações. Mas o que tal contar com o apoio de um profissional experiente para administrar seus recursos no mercado acionário?
Essa é a ideia dos fundos de ações, que como um condomínio, reúne recursos de um conjunto de condôminos (cotistas) que dividem receitas geradas e despesas necessárias para a manutenção do empreendimento, ou no caso do mercado financeiro, para obter ganhos a partir do investimento em títulos de empresas listadas em bolsa.
Assim como num condomínio, os fundos também contam com um síndico (gestor). É esse profissional quem vai administrar a carteira de investimento, acompanhando de perto quais são os riscos, o nível de endividamento e a expectativa de cada companhia da qual você comprou ação.
Mas se os gestores trabalham para você. Qual é o seu papel? Basicamente é escolher um fundo que se encaixa com seu perfil e expectativas. Para te ajudar nessa missão, o InfoMoney conversou com quem entende do assunto e levantou 10 dicas. Confira:
1) Descubra qual seu perfil de risco
Para o professor de Finanças da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Fábio Gallo, primeiramente, o investidor precisa descobrir qual o seu perfil de risco, ou seja, identificar o nível de risco que ele está disposto a correr. "Se você fica pensando no investimento na hora de dormir, ele tem muito risco para você", ensina.
2) Entenda os diferentes tipos de fundos
Resumidamente, os fundos se dividem em duas famílias. Enquanto nos ativos o gestor busca um retorno acima do Ibovespa, nos passivos o compromisso é de repetir o resultado ao benchmark indicado. O diretor de produtos e estratégia da Infinity Asset, André Paes, também destaca as distinções quanto à composição, citando os fundos de dividendos, os setoriais, etc. "As pessoas tendem a botar os fundos de ações no mesmo saco, mas cada um tem sua característica", diz.
3) Reconheça o grau de risco do fundo
Após identificar quais as opções de fundos disponíveis, procure saber se o seu perfil de risco se enquadra ao nível de risco do fundo. O consultor, Valmir Duarte Costa recomenda que o investidor iniciante opte por um fundo de ações do tipo dividendos, os quais contam com uma política de investimento de mais longo prazo e, normalmente, oferecem retornos melhores para quem está começando. "Para quem já tem certa experiência, um fundo com concentração em papéis de segunda linha, pode ser algo interessante, principalmente se o objetivo for de longo prazo". Evite fundos que possuam 30% da carteira em papéis da Petrobras e Vale, nesse caso em particular, o consultor recomenda a compra direta das ações.
4) Leia o regulamento
Outro aspecto importante, na visão de Paes é que o investidor leia o regulamento antes de investir num fundo. É nesse documento onde estão descritas todas as suas características operacionais. Fábio Gallo compartilha da opinião e ensina que o investidor pode recorrer ao site da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) para consultar o regulamento geral do mercado e, desta forma, se sentir mais seguro para investir.
5) Compare os custos dos fundos
Em geral, o investidor precisa arcar com os custos da taxa de administração e a de performance, mas, em alguns casos, também com taxas de carregamento ou saída. Para o consultor Valdir Duarte Costa, um bom parâmetro são fundos que cobram 2% a.a. de taxa de administração e uma taxa de performance de 20% do que exceder a variação do Ibovespa. “Tudo o que ultrapassar essas condições pode ser visto como ponto negativo”. 
Já André Paes recomenda que o investidor compare a taxa de administração e o retorno. “Um fundo mais caro, mas também mais rentável pode valer a pena”. Cabe destacar que isso só vale para fundos ativos. Nos passivos, taxa menor é sinônimo de maior retorno.
6) Analise o histórico de rentabilidade
Os especialistas indicam que vale a pena analisar o desempenho passado de um fundo, principalmente, para que o investidor possa identificar o estilo do gestor. Procure checar o comportamento do fundo em momentos de crise, isso pode te mostrar a capacidade do gestor em superar as adversidades. Vale ressaltar que retornos passados não são garantia de sucesso futuro.
7) Avalie a estratégia de gestão
Além de considerar o retorno, conheça quem são os gestores que vão lidar com seu dinheiro e certifique-se da confiabilidade da instituição. Procure rankings de fundos, realizados por uma série de publicações e mensalmente pela Anbima, uma vez que essas listas que podem trazer informações relevantes sobre os produtos. Costa sugere a leitura dos comentários do gestor em cartas mensais enviadas aos investidores, o que pode te dar uma ideia do que o perfil desse profissional.
8) Compare o patrimônio e o número de cotistas
Opte por fundos consolidados e com patrimônio mais pulverizado. Em fundos pequenos, a saída de um grande cotista, especialmente num cenário turbulento, pode significar grandes prejuízos para quem fica.
9) Confira as regras de liquidez
Não deixe para verificar as regras de resgate do fundo quando houver um imprevisto e você estiver precisando sacar o dinheiro com urgência. Alguns produtos têm prazo de 30 dias para resgate e outros contam até com período de carência, ou seja, o investidor não pode sacar nos primeiros 30 dias.
10) Diversifique
Outro ponto é a diversificação. Os fundos com carteiras mais diversificadas são menos sensíveis a perdas no caso de uma ação específica apresentar queda expressiva. A planejadora financeira, Cristiana Dias Baptista vai ainda mais longe e sugere que o investidor aplique em mais de um fundo, com estratégias distintas.
11) XP One StopA Plataforma de Fundos de Investimento XP One Stop® permite a você comparar e fazer análises para montar e otimizar seu portfólio de investimentos.

infomoney

Nenhum comentário:

Postar um comentário